Tuesday, 11 September 2007
Mundialização
Quatro mulheres comem e bebem, e conversam.
Uma iraquiana, católica.
Uma dinamarquesa, luterana.
Uma francesa, muçulmana.
Uma japonesa, budista.
Idioma da discussão: árabe.
Tema da discussão: o mês do Ramadão.
Monday, 10 September 2007
Humeur noire : : : : : : : : : : : : : Humour noir
Vacilo em determinados casos de desrespeito pelo próximo, como nos ensina a Moral, a Religião e o Bom-senso. Sou a favor da pena de morte no caso dos homens-bomba.
Na Argélia não havia homens-bomba, até recentemente. Também não há pena de morte decretada por um tribunal formal. A pena de morte aqui é por vezes decretada por um colectivo de juízes de juízo dúbio.
Havia carros-bomba, e bombas-bomba. Agora há meninos-bomba, com quinze anos. Se calhar neste caso, o melhor talvez fosse atenuar a pena de morte, para morte parcial. Na prática, como metade do espírito deles já está morto, de desespero, de fome, de falta de orientação, de tudo e mais alguma coisa, matava-se só o resto.
Não sou a única a ter esta opinião. O menino-bomba de há poucos dias também resolveu condenar à morte o pouco de menino que lhe restava e fez-se explodir, juntamente com mais de trinta das pessoas, homens e mulheres, com dentes e sem, boas e menos boas pessoas, que estavam à volta.
[Suspiro ingénuo] Quero o meu Mundo de volta.
Quero saber menos coisas. Não consigo por em prática o princípio socrático (?) "quanto mais sei, mais sei que pouco sei" e prefiro o princípio avestrúzico "o que (ainda) não sei, não pode afectar-me".
[Outro suspiro ingénuo.]
Thursday, 16 August 2007
Torre de Babel
Estou muito orgulhosa de mim própria.
As palavras que se seguem foram trocadas no elevador, entre mim [moi] e um senhor [lui] que trabalha na mesma torre que eu, no momento em que eu, chegando da rua, tinha gotas de transpiração a rolarem pela cara abaixo e tentava (em vão) refrescar-me, agitando a pala do boné.
[Lui] S.rran?*
[Moi] Bezaaf!!**
E foi assim.
Que espectáculo!
tradução:
* Calor?
** Demais!
Sunday, 29 July 2007
Francês, esse idioma dinâmico...
[E] Bonjour! Est-ce je peux faire connaissance avec vous?
[JJ] Désolée. (e continuam a andar)
[E] (enquanto chega o carro mais à frente, seguindo-as) "Désolée oui", ou bien "Désolée non"???
[JJ] (já com a mostarda a chegar ao nariz) "DÉSOLÉE NON"! (e dão mais uns passos)
[E] (aproximando-se, sempre dentro do carro) POURQUOI???
... e as jovens lá entraram para dentro do edifício, stressadas que as fórmulas de gentileza estejam a cair em desuso...
Tuesday, 26 June 2007
Quase 30

Não muito longe, ouço uma locomotiva. É daquelas a vapor, e há várias criaturas a deitarem madeira para a sua bocarra insaciável.
Imparável, ouço-a aproximar-se, e o chão começa a vibrar. Até os pássaros se calam.
É o comboio dos trinta. Sei que vai chegar em breve e que não posso ficar em terra, tenho que subir e continuar. Mas é como se já tivesse parado, como se eu já estivesse a bordo. Vagueio pelos primeiros sintomas como um passageiro no vagão-restaurante, de copo na mão.
1. Este impulso absurdo por tapetes, tapeçarias e velharias. Nunca me deu para este lado. Agora passo à frente das lojas, olho segunda vez, penso "será que era complicado de levar isto no avião". Com as lojas de velharias, tenho um arrebatamento tal que tenho que pensar em coisas horríveis para resistir à tentação de entrar...
2. Um súbito interesse por política e economia mundial. Dou por mim a procurar informação sobre "os conflitos no Médio Oriente", ou a "história de Cuba", ou o "Líbano". Inexplicável.
3. Esta sensação paradoxal de que por esta altura já devia ou ter um filho, ou um doutoramento.
Eles vão chegar, os trinta.
Sunday, 24 June 2007
"Idiossincrasias idiomáticas"
c'est bon
serve para dizer que ok em toda e qualquer situação
y a pas problem
expressão preocupante que indica a existência de problemas inssolúveis, especialmente se associada com a expressão incha'Allah
incha'Allah
se Deus quiser (por vezes quer dizer "eu não vou contrariar a vontade divina, e se isso significar ficar tudo exactamente como está, seja")
nooormal
c'est normal
quando acontece alguma coisa que o estrangeiro não espera mas que aparentemente é perfeitamente esperável
tranquil
árabe argelino ou "dialectal" para designar "tranquil" em francês ou "tranquilo" em português - serve para tentar acalmar o estrangeiro em pré-histeria quando se lhe apresenta uma situação "normal"
mon ami
serve para os homens se chamarem uns aos outros; pode querer dizer "traga lá os cafés de uma vez por todas, que já pedimos isto algumas cinco vezes" ou noutras situações, ironicamente, "deves pensar que andámos na tropa juntos"
saha merci
literalmente "saúde obrigado" ou "obrigado obrigado"
Sunday, 10 June 2007
Ah, a sedução mediterrânica...
Aqui em Argel, é todo um novo universo cultural. A dúzia de palavras em árabe que conheço não me permitem transmitir-vos (nem tão pouco entender) os "cumprimentos" que recebo diariamente no percurso de e para casa, nas paragens de autocarro ou no trajecto a pé.
Recentemente, no stand da empresa na Feira Internacional de Argel descobri o "subtil" charme masculino local - esse tesouro escondido do Norte de África. É um povo mediterrânico a 100%, a quem não falta, Al-Hamdulillah (graças a Deus), o azeite e a azeitona, a linguagem gestual, os citrinos e as nêsperas, o bigodinho, a mestria do mar e das suas técnicas. E foi aqui que enriqueci mais uma vez o meu vocabulário francês.
draguer
verbo transitivo
1. dragar;
2. (pesca de moluscos) pescar com rede em forma de bolsa;
verbo intransitivo
(coloquial) seduzir, engatar;
Eis-me vestida de preto, simples, como se trabalhasse nos bastidores de um teatro (uma tentativa de invisibilidade, digamos, para deixar sobressair os painéis da empresa, magníficos, aliás) e eis-me também embrulhada no diálogo que descrevo de seguida
- És tão gira (dizem dois homens nos seus cinquentas, a entrar no stand)
- Boa tarde. Os senhores entraram aqui só para dizer isso? É que eu estou aqui para apresentar uma empresa...
- Ah, não, mas sabes, é que nós somos arquitectos e tu és tão gira e...
- ...vou falar-vos na empresa ou atender as pessoas que estão à espera?
- Oh não, de todo, dizem eles ao mesmo tempo que se sentam nas cadeiras ao meu lado, queremos saber tudo sobre a empresa, ainda por cima uma empresa que tem obras tão bonitas como estas, e uma pessoa tão bonita para nos falar nelas, sabes, Deus criou o Mundo e a Beleza, nós como arquitectos gostamos de tudo o que é belo e...
- (...e entretanto puz a cassette do início e comecei a lenga-lenga de a empresa faz isto e aquilo, tem x anos, trabalha em todos os sectores de tal e tal, tem obras aqui na Argélia desde bla bla e nos sítios a, b, e c. Aqui estão as coordenadas da empresa e do Director-Geral, "veuillez nous envoyer un fax avec vos reinseignements" ao que eles respondem
- Oh - mas não está o teu número de telefone aqui no cartãozinho, pois não? Era muito melhor se pudéssemos contactar-te directamente...
É capaz de não ser nem política nem profissionalmente correcto descrever aqui a forma como lhes expliquei que só dou o telefone da empresa. Mas admito que fiquei espantada com a versatilidade destes meus semi-colegas de métier - eles imaginam, eles desenham, eles constroem, e até se dedicam à pesca.
Tuesday, 22 May 2007
Cromos do meu Álbum: Abdelkhamen, o taxista
[Ak.] Isto até é prático - é uma troca.
Entreguei-lhe música tão variada quanto Mariza, GoTan Project e Asian Dub Foundation. Recebi Matoub Lounès, Gnawa e uma pasta chamada El-Dine, que estava na flash.
- É uma espécie de missa? perguntei-lhe
- Sim, é um imam a ler o Corão. "El-Dine" significa "A Religião".
- Incrível, disse-lhe, como sem perceber uma palavra é tão agradável ouvir a forma como ele canta tão bem [o Abdel acrescentou que foi este senhor de nome difícil de pronunciar que fez a leitura do Corão em Meca, durante o Ramadão] e que é de certa forma calmante ouvi-lo.
- É curioso que houve uma chinesa que me disse isso mesmo há uns tempos.
E de repente ficou pensativo, até ao momento de eu sair do táxi, quando finalmente desembuchou:
- Olha, se ouvires a leitura do Corão...
- ...sim???...
- ...não o faças num local impuro, ok?
E voltei aos meus silêncios encavacados - já tinha saudades.
Monday, 21 May 2007
Saturday, 19 May 2007
Eleições legislativas 17 de Maio
Thursday, 10 May 2007
Vocabulário Francês
Dá muito jeito saber que A perú, A tomate e A puré se serve numA prato para ir comer nA terraço, o que só demora umAs minutos. Como diz o outro ;-) ainda bem que pão é "pain" e que vinho é "vin" - assim os básicos ficam assegurados.
Também parece muito mais "chiqué" devolver um "je vous en prie" quando alguém nos agradece - muito mais chic do que um simples "de rien".
Mas as mais recentes e infelizes adições ao meu vocabulário foram na segunda-feira passada, quando estava a subir para o último autocarro para casa, às sete da tarde.
Um "sans-abri", que cheirava a "saleté" e a "misère", e de olhos vazios como os de um cão vadio, chegou-se a mim e "s'est cramponné" à minha mochila para me "éturdir" e depois me roubar.
Neste momento da história, é preciso pensar três vezes o "roubar", porque a primeira vez que a contei, usei o verbo "voler" e o meu interlocutor francófono entendeu que o indigente se tinha tentado pôr em fuga, de imediato. Da segunda vez que contei a história, optei pelo "ravir" e passei a mensagem de que tinha sido uma tentativa de assalto verdadeiramente notável. [Isto de aprender a falar francês com dicionários tem muito que se lhe diga, mas pouco que se aproveite.] A terceira vez que contei a história fiz aquele silêncio de suspense, com um gesto largo, que finalmente o interlocutor completou com o sentido correcto.
Chego à conclusão que são bastante frequentes as vezes que faço esse gesto largo acompanhado de um "hhh" ou que uso as palavras erradas. Por isso é que me sabe tão bem responder ao "merci" com um "je vous en prie" - sinto-me tão............... [gesto largo].
Felizmente, o assunto da tentativa de "vol au bonjour" (em plena luz do dia) ficou por ali, e entrei para o autocarro depois de ter ameaçado o escroque agressivamente e em bom português (devem ser os efeitos masculinizantes da Harissa... Tant mieux). A minhA "attaque de nerfs" só veio depois.
As coisas que eu não sabia...
{Catarina} O porco é só proibido de se comer ou também é visto como um animal mau, de alguma forma?
{Fawzi} É só completamente proibido comer o porco ou quaisquer derivados.
{Catarina} Por mim até é igual, porque há mais de doze anos que não como...
{Fawzi} Mas fazes bem - as escrituras proibem o seu consumo porque ele é terrível para a saúde.
{Catarina} ????
{Fawzi} Sim, aliás prova disso é o povo da Suécia, que come muita carne de porco.
{Catarina} ???? [em silêncio, claro, porque para aprender é necessário estar com os ouvidos bem disponíveis, assim como o espírito...]
{Fawzi} [com um ar encavacado, à procura das melhores palavras] Por causa de comerem muita carne de porco é que as mulheres suecas têm problemas...
{Catarina} ?Problemas? Que problemas?
{Fawzi} Bom... elas... elas comem muita carne de porco, e depois não procuram os maridos... percebes? Por isso é que os suecos têm tão poucos filhos.
E pronto - eu a pensar que a Europa estava a envelhecer por causa do custo de Vida, e por causa da emancipação da Mulher, e por causa da utilização racional de métodos contraceptivos... afinal a nossa desgraça são as febras e o chouriço. Será que uma boa sande de coiratos antes de sair à noite pode prevenir algumas relações extra-conjugais? E um bocadinho de toucinho barrado numa fatia de pão alentejano, coberta com açúcar, poderá fazer os nossos jovens adolescentes prestarem mais atenção nas aulas? E quem diz isto, diz uns bolinhos fritos em banha, durante todo o Verão no Algarve, que como se sabe é pólo de DST's e de gravidezes indesejadas...
Monday, 7 May 2007
Porque é que pensam que eu sou argelina
- (em árabe) ralralralralralralralralralralralralralralral
- Escusez-moi, Monsieur, en français, s.v.p....
- (e continuam) ralralralralralralralralralralralralralralral (com aquele ar de "olha mais uma armada em fina a renunciar às suas raízes árabes...")
- Écoutez, Monsieur - c'est le français ou rien - je suis portugaise...
- AAAAAHHHHHHHHHHHH PORTUGAISE!!! PORTUGAL!!!
E aqui, ao contrário de Moçambique, onde topavam os Tugas a 3km, e de Cabo Verde, onde evocavam o Cristiano Ronaldo, aqui uns falam no gás (nada mal - perspectivas económicas na boca do povo é coisa rara...) outros falam em Lisboa - e outros ainda, que viveram em França, dizem que tinham lá amigos portugueses (Cárválu, Êsstêvésse, Côsstá e outros que tais).
"Pensava que era argelina, desculpe."
E findos quase três meses, tentada a dizer que tenho antepassados da Kabylie (o que iria projectar-me para uma nova e mais elevada esfera de status) eis a receita para ser mais do que a a.k.a. Argelina Jolie - eis uma argelina de gema:
O meu sobretudo preto até aos pés - ingrediente indispensável, comprado na Praça da Figueira, com uma etiqueta a dizer "100% Cashmere Feeling". Tem que se andar muito "tapadinha", como as Barbies locais...

Para mim, carne de porco = haram ("proibido", segundo O Livro). Ganho logo ali mais cinquenta pontos. Ficam muito tristes quando logo a seguir digo que bebo álcool e que não estou em vias de desistir. Fazem-me um olhar tipo "que pena, tinhas tudo para não seres mais uma nesta tropa de Infiéis..."


Monday, 30 April 2007
Cromos do meu Álbum: Mohammed, o polícia
relation s.f.
1. relação, ligação, conexão;
2. convivência, trato;
3. comunicação;
4. relação sexual;
5. narração, narrativa, relato;
Num ápice, passei em revista as possíveis definições deste conceito, e excluí logo as últimas.
"Pardon???"
e ele insistiu "Est-ce que nous pouvons avoir une relation?"
"Alors - disse eu com a minha cara n.º17, ça dépend du type de relation..."
e digamos que não fiquei muito contente com a minha própria resposta.
Por causa disto, passei a fazer a minha cara mais não-tribal-mas-não-se-metam-comigo que me é possível. Deixei de cumprimentar de forma minimamente afável, as pessoas nas lojas, recentemente. Leia-se, neste caso, os homens. [As mulheres deverão estar todas em casa, ou nalgum clube secreto subterrâneo, porque as (raras) que andam na rua vê-se que vão apressadamente a caminho de qualquer coisa - esplanadas, jardins, e espaços de descanso não contam com o sexo feminino.]
E ainda não contei a história do outro Cromo: o Médico...
Saturday, 21 April 2007
Cromos do Meu Álbum: Tahira
45 anos, dois ou três cabelos brancos, quatro ou cinco dentes. Os cabelos são pretos e os olhos verdes. É a senhora que faz a limpeza todos os fins de tarde nos escritórios da empresa.
Tahira: Não devias fumar.
Catarina: Eu sei, mas é uma fraqueza que tenho...
T: Mesmo assim. Isso faz-te muito mal.
C: (com ironia) É para evitar dar murros nos homens, que às vezes bem me apetece.
T: Ah, não. Mas devias ser forte.
C: Eu sei, mas é apenas...
T: (sem me deixar acabar) Nós argelinos é que temos problemas. Vocês, não! E ainda por cima estás rodeada de portugueses, que são sempre tão gentis e amáveis. Os homens daqui não são assim.
C: (silêncio encavacado, que já vai sendo habitual...)
T: Vê a minha filha, por exemplo. Casou-se aos 23 anos, teve uma filhinha linda, linda. Cada vez que ia visitá-las, eu ia encontrá-la com a cara toda inchada, porque o marido a enchia de pancada. Tive que lhe dizer que já chega, e trouxe-a comigo.
C: ([o que é que se diz a isto???]
T: Divorciaram-se, a minha filha tem uma criança de 2 anos para cuidar, o pai da criança nunca pede para vê-las nem ajuda com nada, e achas que ela fraquejou, ou que se deu a vícios? Não! Passa o dia em casa a chorar e a rezar, para ganhar coragem para continuar.
E depois continuei calada, a lembrar-me do provérbio árabe:
O espírito vê, o coração ouve.
Sunday, 15 April 2007
Os Carros e os Berloques
Penso que é por os carros dos Tugas não terem disto, que os arrumadores (sim, ele há-os aqui também) topam à distância que somos estrangeiros e vêm logo a correr para ajudar a estacionar um Hyundai Accent num lugar de oito metros e meio...
Alguns tipos de pingentes testemunhados:
- CD com caligrafia árabe
- aromatizador (por vezes mais do que um, ao mesmo tempo)
- colar de contas (tipo "terço")
- galhardete do clube de futebol
- rectângulo preto com um X maiúsculo a cinza (???)
- bonequinhos - coelho, golfinho, urso, e o melhor de todos: o peixinho coberto com lantejoulas
- combinação de quaisquer dois acima mencionados
- e como a vontade de pendurar é tanta, até já vi um camião com um laço daqueles de enfeitar os presentes...
Estados de Espírito

Cartoon do dia de hoje, depois de ontem a Embaixada dos EUA (???) ter divulgado um comunicado sobre possíveis atentados da supra-mencionada A.Q., em locais estratégicos.
Os estados de espírito variam, entre expatriados e locais - indignação, tristeza, receio, mas também algumas reacções sarcásticas e desesperadas ao absurdo da situação.
Sobretudo entre os locais, existe um medo especial de que se regresse à inquietação dos "anos negros" que se seguiram a 1991.
Liberté, Quotidien National de Information
www.liberte-algerie.com
Wednesday, 11 April 2007
11.04.
Eu estou bem.
Mesmo quando souber a origem, desconfio que não vou perceber. Ainda mais absurdo do que uma guerra, se isso é possível.
Os muçulmanos olham os extremistas com uns olhos ainda mais tristes do que os povos de outras crenças.
Tudo o que é ambíguo pode ser interpretado para o bem, ou para o mal. Todos os que têm o poder da inteligência e acesso às massas, podem manipular, ou informar.
É a natureza humana.
20070415
Saturday, 7 April 2007
Algérie vue du ciel
A Argélia vista do céu através da lente de Yann Arthus-Bertrand.



